A dança da vida

Ontem me peguei dançando no meio da sala. Eram 1:30hs da manhã, todos dormiam, menos eu e minha alma inquieta. Estava assistindo à um show na TV, e quando levantei pra beber água, meu corpo pediu alguns movimentos, e eu apenas obedeci. Me peguei olhando em volta, fechando a cortina, com uma certa vergonha de toda aquela liberdade.

No dia seguinte, a dança me fez chorar. Explico: meu avô estava em vias de ser operado do coração, uma cirurgia delicada, e dias antes de ser internado, minha mãe flagrou ele e minha avó dançando pela sala, sem nenhuma vergonha, com cortinas abertas e música nas alturas. Chorei! De emoção, de medo, de admiração…

A partir daí, parei pra relembrar os momentos em que a dança me proporcionou alegria. Lembrei de dançar como paquita no sofá da sala ao lado da minha irmã. Lembrei dos bailinhos ao lado dos primeiros paqueras, e da vergonha gostosa que me dava ao ser tirada pra dançar, ao ser trocada pela vassoura, e ficar mais pertinho de quem eu gostava. Lembrei de quando dancei valsa na festa de quinze anos da minha melhor amiga, ao lado do primeiro namorado. Lembrei da dança com meu pai na minha formatura da escola. Lembrei das inúmeras danças da laranja – coisa nossa – que fiz com meu marido ao longo desses anos, e pensei que deveríamos fazer isso mais vezes. Lembrei do dia em que eu dancei com meu filho no sling, na aula de dança materna; tocava uma música linda, e naquele instante em que eu girava com ele agarradinho em mim, senti uma emoção que poucas vezes na vida lembro de ter sentido.

Deveríamos ter bem menos vergonha, e dançar bem mais! A vergonha nos paralisa, e a dança nos liberta.

A dança da vida é maravilhosa, pra quem arrisca, se joga, abre as cortinas, deixa a alma levar…

Porque de uma hora pra outra a música pode parar de tocar,

Love,

Gaby

Enviado do meu iPhone

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Perguntas sem respostas

Recentemente, uma série de situações relacionadas aos gêneros, me fizeram refletir…

Acho que até estamos dando alguns passos pra frente, mas, infelizmente, ainda vários pra trás… =(

Final de semana passado fomos ao Teatro, assistir Peter Pan. Íamos encontrar uma amiguinha do Lô – a Maria – que adora Kinder Ovo, e decidi comprar um pra levar pra ela. Quando olhei na prateleira do mercado, vi uma placa “Kinder ovo meninas” e aquilo me deixou incomodada… o que poderia ser uma surpresa apenas para meninas?? Na dúvida comprei dois “de menina”, sendo um deles para o Lorenzo… no dele tinha um gatinho, que ele adorou, e continuo sem entender porque era “de menina”…

Chegando ao Teatro, Lorenzo e Maria quiseram pipoca, e ao pedirmos duas pipocas, quase cai pra trás quando o atendente olhou para as crianças e em seguida virou para quem servia a pipoca e disse: ” – uma pipoca de menina e uma de menino” e nos entregou um balde azul e um rosa… conhecendo o filho que tenho perguntei que cor ele queria, e ele prontamente me disse: rosa! (resposta que eu já sabia).

Durante a peça mais alguns diálogos machistas, que poderiam até passar despercebidos, mas como eu já estava atenta, pesquei alguns… fiquei impressionada como em apenas um dia, vivenciei tantas doses de diferença por gênero, tantos preconceitos, e percebi o quanto vão colocando tudo isso na nossa cabeça pouco a pouco desde que somos pequenos… afinal, Lorenzo estava ao meu lado em todas essas situações…

Por que sempre querem separar meninas para um lado e meninos para outro?

Por que querem dividir as cores se elas foram feitas para todos?

Tantas perguntas que pra mim ficam sem respostas!

No dia seguinte à peça, tive um almoço em família, com vários aniversariantes do mês, alguns homens e algumas mulheres. Logo que cheguei perto da mesa, vi um bolo cheio de velas azuis, e outro cheio de velas rosas… como Lorenzo era um dos aniversariantes do mês, logo falaram pra mim que ele deveria ficar atrás do bolo azul… retruquei dizendo que Lorenzo gostava de rosa, e me responderam algo mais ou menos assim: “aqui somos à moda antiga”… e de fato pensei: isso tudo é antigo! Passei um final de semana inteiro rodeada por rótulos, padrões e divisões antigas…

Vi que minha tia teve a melhor das intenções com as velas e não falou isso por mal, ela simplesmente aprendeu assim!

Vejo como tudo isso está enraizado na cabeça das pessoas, e, que muitas vezes, elas nem percebem que estão fazendo tantas distinções!! Afinal, elas aprenderam dessa forma!

Mas nós podemos SIM mudar as próximas gerações, dependendo do que ensinamos para nossos filhos!

Baita responsabilidade né?!?

Love,

Gaby

Pelos corredores da Baby Bum

Semana passada estive na 24ª edição da Baby Bum Feira! Das incontáveis vezes que já fui, posso dizer que foi a mais especial! Senti uma energia diferente, não sei dizer se estava na feira, ou se estava em mim, acho que estava em nós!

Me senti acolhida, me senti em casa!! Caminhando pelos corredores, encontrei diversas amigas expondo, amigas que conheci justamente nessa feira, e que hoje moram no meu coração! Percebi que estou realmente inserida nesse universo e vi o quanto isso me deixa feliz e realizada!

Outro momento muito especial, foi ver o Lorenzo na passarela! A feira trouxe nessa edição essa novidade: desfiles! Lorenzo foi convidado à desfilar e amou! A idéia das idealizadoras da Baby Bum, Grazi e Dani era promover um ‘see now, buy now’, onde os looks desfilados poderiam ir diretamente pro armário dos pequenos! Bela sacada, realmente quando a gente vizualiza as peças nas crianças, e não apenas nas araras, a coisa muda de figura! A passarela foi invadida por mini fofuras, sempre agindo de forma natural, crianças sendo espontâneas, como as organizadoras queriam que fosse! Lorenzo por exemplo, deu um grito de alegria ao ver um amigo sentado na primeira fila do desfile para assistí-lo!

Sempre fui fã e cliente da feira, mas sabia pouco da história dela! Como gosto de uma boa história, fui atrás para saber mais, e fui muito bem recebida!! Grazi e Dani me contaram que se conheceram atráves de uma amiga em comum, e vendo que tinham o mesmo objetivo – o de organizar bazares infantis – resolveram unir forças. O primeiro bazar foi em 2004! A idéia foi crescendo e passou por diversos locais, até chegar na Vila dos Ipês onde acontece até hoje.

Hoje, a feira conta com mais de 100 expositores, espaço pra brincar, restaurante, estacionamento, fraldário… uma estrutura impecável e é um grande sucesso!

A idéia dos desfiles, mostra que a Dani e a Grazi estão antenadas com o mercado, e que estão buscando formas de se reinventar, uma vez que o número de feiras infantis vem crescendo bastante! Como consumidora, vejo espaço pra todas, e acredito que cada feira tem um perfil diferente, e que cada uma tem o seu charme e o seu diferencial. A Baby Bum Feira é a pioneira nesse formato de venda direta ao consumidor, e é a maior, conseguindo atingir diversos públicos, e com uma variedade de marcas para todos os gostos e estilos.

Me surpreendi quando elas me contaram que fazem tudo sozinhas, com apenas um assistente, e que cada uma tem dois filhos, não é pra qualquer um! Por falar em filhos, a feira também tem essa característica, recebe muitas famílias, especialmente aos sábados, onde as famílias almoçam por lá, as crianças brincam no espaço kids, e vira um passeio muito gostoso!

Conversamos também sobre a moda genderless, e assim como eu, elas acham a tendência incrível! Analisando minhas escolhas na feira, percebi que tudo que comprei pro Lorenzo, ficaria lindo em qualquer menina! Vejo cada vez mais marcas se preocupando em deixar as crianças livres, confortáveis e sem essa preocupação com gênero! Isso me deixa muito feliz!

Outra tendência que eu pude perceber nessa feira – e amei – foram as peças feitas para as mães, por marcas incríveis que antes só produziam para os pequenos!

Já ansiosa pela próxima edição!!

Love,

Gaby

 

Sobre girar com você

Pensando em qual foto escolher para o dia de hoje, obviamente a primeira idéia que me veio a cabeça foi a de escolher uma foto perfeita, onde estivéssemos lindos, arrumadinhos, sorrindo, numa casa impecável… depois, refletindo sobre a Maternidade, e lembrando tudo que passei desde que decidi engravidar, até o dia de hoje, onde Lorenzo está prestes a completar 4 anos, me dei conta de que a foto perfeita deveria ser uma foto real! Fuçando em fotos antigas, me deparei com essa, que eu nem sequer lembrava, mas só de olhar pra ela, muitas memórias surgiram na minha cabeça!

Demorei um pouco para engravidar, tive um aborto espontâneo, engravidei de novo, tive um parto totalmente diferente do que eu havia sonhado e planejado… foi antes do tempo, meu médico estava viajando, o parto não foi como eu queria que fosse… ao invés de estar super feliz, eu estava nervosa…

Nunca esqueço de ouvir aquele chorinho logo que Lorenzo nasceu, e no minuto em que ele encostou a bochecha na minha, ele parou de chorar! Só de sentir meu cheiro, minha pele, minha respiração, meu coração! Naquele instante tudo mudou! Qualquer problema referente a parto, médico, hospital, se tornou pequeno diante daquele serzinho em meus braços.

Nesse momento renasci! E assim começou a nossa história! Percebi que minha vida nunca mais seria apenas minha, agora era nossa!

Lembro da minha dificuldade em amamentar e o quanto isso me frustrou, e mais uma vez percebi que eu não tinha controle de nada, e que a maternidade não era apenas aquele “mar de rosas” que todos diziam…

Lembro que dias e noites se confundiam, entre músicas, fraldas, slings, embalos, lágrimas… às vezes suas, às vezes minhas….às vezes de nós dois! Às vezes de alegria, outras de insegurança, medo…. medo de errar, de faltar, de não ter ideia do que fazer… sabendo que eu tinha que acertar, afinal você dependia de mim!

Lembro das tentativas de ser uma boa mãe…. sem nem saber o que isso significava…lembro de me sentir culpada, muitas vezes, mesmo sabendo que eu estava fazendo o meu melhor!

Lembro dos nossos primeiros passeios na praça, quando eu parava pra ler, pra tomar um café e nem acreditava que estava vivendo esses momentos com você! Lembro de estar acompanhada 24hs por dia e muitas vezes me sentir sozinha… lembro de te colocar no sling, no colo, no carrinho, lembro de ter dor nos braços, nas costas…em tudo!

Lembro quando fizemos aula de música juntos, de dança… lembro das nossas caminhadas, e das amizades que fizemos pelo caminho… lembro a primeira vez que você viu um Fusca e se encantou!

Lembro quando você caiu da cama pela primeira vez,  e lembro também da segunda… lembro de você engatinhando pela casa e lembro do dia em que você andou pela primeira vez, no meio do jogo do Brasil! Lembro de quando você falou mamãe! E desde então é sua palavra preferida…

Lembro do dia em que você chorou de saudades pela primeira vez, e ali percebi que eu infelizmente não tenho como te livrar de todas as frustrações que você passa e ainda vai passar…

Lembro de todas as vezes em que giramos de braços abertos quando o vento soprou mais forte, algo que fazemos até hoje, e que eu pretendo fazer pra sempre! O vento passa e você já me olha, e nessa troca de olhares já sabemos que a nossa brincadeira deve acontecer… e num simples giro a gente se conecta! E a cada vento que passa eu tenho mais e mais certeza do quanto eu amo ser mãe, e mando esse vento levar embora qualquer dúvida, incerteza, medo ou frustração e me trazer ainda mais energia e disposição para seguirmos nessa aventura !

Pensando em tudo que passamos juntos até aqui, me dei conta de que o principal é o caminho, é o processo, a trajetória. O que vale é o nosso dia a dia, é você me acordar cantando a nossa música de bom dia, é você perguntar se “já é das 9?” porque você quer tocar bateria logo cedo… é você entrar todos os dias no banheiro atrás de mim, é você pedir meu colo pra se sentir protegido, é você pedir meu beijo quando se machuca…. como um curativo!

É ver você cair e levantar, eu estender a mão e você agarrar! É você me ver errar e acertar, e a gente lado a lado aprender e caminhar!

É entender que crescemos juntos, diariamente, e que não existe foto perfeita, família perfeita, maternidade perfeita! Existe Maternidade real, como a nossa, e ela é simplesmente maravilhosa!

Um feliz dia das mães pra nós!

Love,

Gaby

 

Motivos pra sonhar

Já contei em outro post o quanto gosto de feiras e eventos de moda infantil! Sempre vou em todos que consigo; para ver as novidades, prestigiar as amigas e conhecer marcas novas e gente bacana!

Chego e já está tudo lindo, organizado, stands impecáveis e vou passeando por eles, encantada, sem nunca ter me dado conta de como era que o evento ficava de pé, de como era toda essa parte da montagem…

Ouvindo as amigas da área contando um pouco da rotina delas, e vendo a correria de todas com a proximidade dos eventos, comecei a me interessar e a valorizar ainda mais todo esse trabalho! Tanto das marcas participantes, quanto dos organizadores dos eventos!

Quando eu era mais nova, tive uma marca de camisetas customizadas e participava do Mundo Mix e lembro do trabalhão que era, sendo que eu levava apenas uma arara (daquelas bem simples e tradicionais) e as roupas e cabides numa mala… e já era bem cansativo! Eu não tinha filho ainda e tinha uma sócia, ou seja, dividia o trabalho com ela e não tinha a preocupação com buscar na escola, ou dar jantar… hoje, vendo todas essas empreendedoras, algumas fazendo tudo sozinhas, outras que são mães além de empreendedoras, só posso valorizá-las e tirar o meu chapéu pra todas!

Eu mesma sempre tive vontade de fazer um evento, mas nunca me senti preparada para dar conta de tudo, e vendo essas mulheres que dão conta de tudo e ainda brilhantemente, não tenho como não valorizar!!

A Denise Niz, idealizadora do Pitanga, é uma delas! Me recebeu super bem hoje, em plena montagem do evento! O evento já está na sua sexta edição, trazendo tendências, marcas novas e interessantes, com conceito bacana e design diferenciado! Batemos um papo super gostoso e pude acompanhar de pertinho um pouco da montagem do evento!

Além do Pitanga, ela tem um estúdio de criação, o Polar Studio, é idealizadora também da Feira Calor e mãe de dois! Perguntei como ela dá conta de tudo, e ela me contou que tem uma equipe de apoio bacana por trás, mas que no fim tudo acaba passando por ela!

No pouco tempo em que conversamos, pude ver uma super mãe, preocupada com a alimentação e educação dos filhos, e super coruja, me contando orgulhosa da sua filha mais velha, que anda super interessada por livros! Foi justamente essa paixão da filha pela literatura, somada ao comentário do filho de uma amiga da Denise – que viveu muitos anos num abrigo – que ela resolveu trazer dessa vez uma ação social para o evento!

Essa criança comentou com a Denise que nunca aprendeu a sonhar… tocada com esse comentário, Denise pesquisou e descobriu que a escola pública Associação Comunitária Monte Azul, de onde ele vinha, estava com a biblioteca totalmente deteriorada e carente de títulos bacanas. Vendo a oportunidade maravilhosa que a filha tinha, e que milhares de crianças não tinham, Denise resolveu arrecadar livros no evento, para ajudar a montar essa biblioteca na escola!

Nos dias de hoje, em que a maioria das pessoas infelizmente não se preocupa com o próximo, achei esse gesto e essa iniciativa incríveis! Além disso o evento conta com editoras participantes, que lutam para sobreviver nessa fase de crise que passamos, e que além de mostrar seu trabalho, também doarão títulos para a biblioteca.

Evento com marcas infantis super bacanas, café, sorvete e comidinhas deliciosas, atividades para os pequenos, ação social maravilhosa, tudo isso numa casa linda e com uma astral incrível! Não dá pra perder!!

A Denise começou como assessora de imprensa e acabou entrando no mercado infantil meio “sem querer” porque a demanda desse setor foi aparecendo pra ela, mas não foi planejado! Mas planejado ou não, o destino sabe quem escolhe, e Denise ainda tem muita história pra contar! E as crianças da escola, se Deus quiser, em breve terão muitas histórias para escutar, e muitos motivos pra sonhar!

Love,

Gaby

Pitanga Curadoria para crianças – Casa Panamericana – Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 197 – 5,6,7 de Abril – das 10hs às 20hs – entrada franca

Igualdade em qualquer idade

Semana passada estive na Feira Abrin, a terceira maior feira de brinquedos do mundo, e confesso que saí de lá um pouco decepcionada….

Como uma feira de tendências do setor, eu esperava ver muitas novidades… e não vi!

Na verdade, vou me corrigir, tinham sim novidades, mas a maioria delas ligadas à tecnologia, para a criança brincar sozinha, em frente a uma tela… hoje em dia, Iphone e Ipad infelizmente já são “brinquedos” na mão das crianças, e na minha opinião, um brinquedo inovador, seria algo que fugisse disso, resgatasse a simplicidade, o retorno aos brinquedos antigos, algo coletivo, algo que a criança se sujasse, pensasse, usasse mais a criatividade…e não vi nada disso!

Dentre as novidades tecnológicas estavam: ursos bilíngües, Dinosaur DNA (realidade aumentada), o Play Doh Touch (você baixa o aplicativo, escaneia a massinha que você fez e a sua criação de massinha aparecerá na tela num mundo virtual), o Pau de selfie da Estrela (vem com microfone e através do aplicativo vira uma espécie de Karaokê que pode ser compartilhado nas redes) – esse confesso que Lorenzo amaria – enfim, esses são apenas alguns exemplos de lançamentos tecnológicos da feira… particularmente, como mencionei antes, me deixam um pouco assustada e um pouco triste! Entendo a modernidade, a nova realidade em que vivemos, mas realmente não é o que acredito como brinquedos saudáveis para a infância… mas isso já é assunto para outro post!!

Minha grande decepção na realidade vou contar agora: saí em busca de achados genderless, marcas que tivessem evoluído e que não tivessem apenas brinquedos direcionados para meninas ou meninos…. e o que encontrei? Apenas UMA marca que está fazendo essa movimentação, que é a Xalingo. Eu já sabia disso porque vi uma reportagem muito bacana no programa Mundo S/A falando sobre a marca! Eles alteraram as caixas dos produtos, colocando meninos e meninas brincando juntos, desenvolveram cozinhas, geladeiras e fogões em outra cor que não apenas o rosa!

Mas o que me deixou realmente incomodada, foi em pleno 2017, encontrar placas em stands como: “linha meninas” em fogões, carrinhos de mercado e cozinhas, e “linha meninos” em caminhões… um fabricante de brinquedos sinalizar isso de forma tão escancarada nos dias de hoje, na maior feira do setor? É ou não é pra chorar?

Até quando vamos tratar o brincar como algo relacionado a gêneros? Até quando vamos ensinar para os meninos que cozinha é lugar de menina?

Cada brincadeira tem a sua importância no desenvolvimento das crianças e muitas podem influenciar as escolhas futuras deles! Brincar de carrinho é super importante para os dois sexos e brincar de boneca idem!

E ensinar a igualdade dos sexos desde a infância é muito importante também! Cada vez que penso que estamos evoluindo nessa igualdade, vejo coisas como essa que me deixam chocada!

Mas, vamos seguindo, fazendo a nossa parte, educando os nossos e tentando conscientizar quem está ao nosso alcance!

Para quem sabe, futuramente, nós vermos crianças fazendo escolhas por elas mesmas, sem direcionamentos!

E parabéns para a Xalingo que parece ser a única empresa antenada às reais necessidades da criança: brincar livre!

Love,

Gaby

Conceito, simplicidade e amor

Já sabem da minha paixão por feiras de moda infantil, né?

Quando é uma feira nova, fico ainda mais feliz!!!

Hoje fui conferir a feira ‘A Mini’ e saí encantada!! Astral super bacana e a curadoria da Carol Ambrosio está incrível!

Além de algumas marcas que já conheço – e já amo – muitas marcas novas que eu ainda não conhecia, idéias criativas, diferentes, com conceito! Confesso que me surpreendi!

Como tem bastante feira infantil em São Paulo, dificilmente encontro novidades e hoje realmente vi muita coisa original!

Selecionei 3 marcas novas que conheci hoje e que amei, pra mostrar pra vocês! Gostei delas por terem conceito, história, por serem artesanais e principalmente por sentir que são peças feitas com muito amor!!

A primeira é  ‘A Casa das Neves’ que ainda não conhecia! Trabalho super diferente em crochê!! O que mais gostei: a empresa é de uma mãe: Maria Fernanda com sua filha: Ana Carolina! Demais, né? Trabalho bem colorido e visivelmente cheio de amor! Conversei com a Maria Fernanda, que me contou orgulhosa que faz todas as peças uma a uma! Amei as bolsinhas de frutas, as tiaras, as flâmulas… tudo!! Gostei também de como elas se definem: um ateliê criativo!! Vale conferir!!

acasadasneves.wordpress.com

@acasadasneves

 

Outra marca que não conhecia e adorei foi a ‘Pano’! Poderia falar que são bichinhos, mas estaria sendo injusta com a marca! Feitos em malha manualmente e cheios de conceito, são muito mais que isso! Super macios e fofinhos, mesmo tendo traços mais simples e minimalistas, eles são cheios de personalidade (na verdade cada um tem a sua) e você certamente vai se identificar com um, ou com vários! Amei a Charlotte: corajosa, emponderada, corre e toca guitarra! Minha amiga escolheu o Tretinha: curte grafite, skate, é curioso e um pouco encrenqueiro… tem como não se apaixonar?

http://www.panotoys.com.br

@pano_toys

Achei muito interessante também o conceito da ‘Enfeite’, que busca o resgate das festinhas antigas e artesanais, através do aluguel dos seus produtos para festas. A marca também vende diversos produtos, trabalhos manuais e imperfeitos – como a marca mesmo define – para não bloquear a imaginação da criançada!!! Me identifiquei muito com esse resgate da simplicidade!!

http://www.lojaenfeite.com.br

@_enfeite_

As 3 marcas estão participando da feira ‘A Mini’, junto com mais um monte de marcas bacanas!!!

A feira acontece de hoje até dia 25 de março, das 11hs às 20hs, no espaço Rosenbaum – rua Cristiano Viana, 224 em Pinheiros!

Vale a visita,

Love,

Gaby

Sobre a perfeição

Hoje, após dois dias seguidos bem atribulados por aqui, e após uma conversa sobre isso com minha mãe pelo telefone, me peguei escrevendo sobre a perfeição, e a busca incessante por alcançá-la….

Algumas coisas me fizeram refletir ultimamente… uma delas foi o dia da mulher, e todos os textos e assuntos que surgiram a partir dele. Depois, no final de semana, assisti ao filme “Bad moms” e mesmo sendo bem “água com açúcar” e bobinho em muitos momentos, me arrancou boas risadas e também me fez pensar!

O filme mostra mulheres que cansaram de ser perfeitas em todos os seus papéis, especialmente na Maternidade, e num determinado momento resolvem jogar tudo pro alto! Claro que na vida real não podemos jogar tudo pro alto, mas acho que podemos e merecemos nos cobrar menos, nos comparar menos e sim, em alguns momentos, jogar algumas coisinhas pro alto… se um dia não deu tempo de fazer o almoço, vale comer na padaria com os filhos! Se um dia você está de bobeira e os filhos na escola, vale pegar uma revista e ler sem culpa, e sem ninguém te chamando sem parar! Se um dia você precisa ligar um pouco a TV para as crianças, para fazer alguma coisa, não se culpe! Se um dia você foi dormir com a louça na pia, tudo bem!

A mulher que trabalha fora, se cobra porque acha que fica pouco com os filhos, a que não trabalha fora, se cobra como profissional, a que trabalha fora e cuida dos filhos, não tem tempo para o marido ou pra ela mesma… é impossível abraçar todas as funções com perfeição!

Mas afinal, quem definiu o que é perfeito e o que não é? E na Maternidade? Quem definiu o que está certo e o que está errado?!?

O filme também brinca um pouco com a maternidade atual, cheia de regras e novidades, onde ser uma mãe “perfeita” é ainda mais difícil… numa situação do filme, onde a “regra” era que o pão da escola tinha que ser sem glúten, feito em casa da forma mais saudável possível, é visto como um absurdo a mãe que chega com o pão doce comprado na padaria… e realmente essas regrinhas existem hoje em dia e só aumentam!

Eu mesma estou numa fase de cobrança total: quero ser uma boa amiga, uma ótima mãe, uma esposa bacana, uma boa filha, boa irmã, quero me cuidar, cuidar da minha casa, emagrecer, malhar, meditar, ler mais e ir atrás dos meus projetos profissionais… num dia com 24hs, onde apenas 4hs Lorenzo está na escola – e não tenho ajuda no outro período em que ele não está – fica bem difícil cumprir tudo isso que eu me propus….e isso me frustra! Chego na escola toda descabelada e vejo mães lindíssimas e bem vestidas chegando para buscar os filhos e me pergunto: como elas conseguem? Mas tenho certeza que elas tem as próprias queixas, as próprias cobranças e assim somos diariamente. Nos cobramos e nos comparamos demais, e queremos atingir uma perfeição que é inatingível e que na realidade só existe dentro da nossa cabeça!

Em tempos de Instagram, Facebook, filtros mil, onde as famílias parecem saídas de um comercial de margarina, fica difícil não achar sempre a grama do vizinho mais verde… mas temos que lembrar que aquele clique que estamos vendo é apenas um pedacinho da vida daquela pessoa, que tem uma história enorme por trás que nem sempre conhecemos… a verdade é que é muito cansativo atender as expectativas da sociedade de ser boa mãe, amiga, esposa, ter filhos perfeitos, casa impecável, emprego dos sonhos e tudo mais!

Agora, a boa notícia: no final do filme, nos créditos, aparecem as mães das 6 protagonistas com as filhas, falando sobre a maternidade. As mães das atrizes citam vários “erros” que cometeram, e as atrizes todas falam das lembranças de uma infância feliz! Ou seja, podemos parar de nos cobrar, parar de querer atingir a perfeição, porque vamos errar, e tudo bem!! Eles vão nos amar do mesmo jeito e vão ter lembranças de uma infância feliz, com mães reais!

Eu sei que é fácil falar e difícil fazer; recentemente li uma reportagem de uma feminista que mesmo defendendo e escrevendo para mulheres sobre amar o próprio corpo como ele é, ela se dizia envergonhada de ir pra praia por ter vergonha do próprio corpo… e ela mesma escrevia sobre a contradição que era isso! Percebi que somos todas assim em muitos momentos, por mais que a gente defenda certas atitudes, tente não se encaixar em tantos padrões, tantas regras, nem sempre conseguimos nos libertar de crenças que estão dentro de nós!

Infelizmente a Maternidade muitas vezes é pouco acolhedora, mesmo entre as próprias mulheres, onde existe muito julgamento, muita competição, sendo que a realidade é que estamos todas no mesmo barco, remando, aprendendo e dando nosso melhor sempre!

Por menos comparação e mais compaixão,

Love,

Gaby

Arroz de Feira

Sempre gostei de uma feirinha… feira de bugigangas, cacarecos, de livros, de roupas, feirinha na praia, na pracinha… não posso ver uma feirinha que já quero parar!!

Também adoro passear, olhar e pesquisar tudo, descobrir lugares novos… quando eu engravidei e descobri as feiras infantis, me realizei!

A idéia nunca foi sair comprando tudo, e sim conhecer as novidades, os lançamentos, as pessoas, as marcas… ver um monte de coisa linda, num ambiente sempre com uma energia gostosa, afinal, sempre cheio de grávidas e crianças!

Quando eu ia embora das feiras sempre estava com um sorriso no rosto e assim continuo até hoje! Seja por algo que comprei que paquerava faz tempo, alguma marca nova incrível que conheci, por alguma criança linda que sorriu pra mim ou por alguma nova amizade que fiz! E fiz muitas! Como eu disse anteriormente comecei a frequentar as feiras grávida, e Lorenzo está com quase 4 anos e frequento até hoje! Imaginem quantas marcas conheci e quantas amizades fiz! Arrisco dizer que fui em todas as feiras nesse período, ou pelo menos na grande maioria! Eu mesma me apelidei de “arroz de Feira”…

Sou muito grata a essas amizades que fiz, a me sentir sempre acolhida e com tudo isso despertar e perceber que eu poderia unir felicidade, amizade, maternidade, amor e trabalho!

Essas feiras e essas marcas são cheias de dedicação, de história, de amor e por isso eu as valorizo tanto, cada vez mais! E pretendo mostrar pra vocês esse valor todo delas aos poucos!

Ontem e hoje estive na Feira Bubble, uma dessas feiras infantis bacanas que mencionei. Cheguei feliz da vida! Fui com uma amiga querida, encontrei outras amigas queridas, reencontrei gente que não via faz tempo, me aproximei de algumas pessoas que eu não tinha tanto contato, tomei cafezinho, vi coisas incríveis… mas em relação ao consumo, cada vez meu consumo tem sido mais consciente e achei bacana falar disso aqui com vocês!

Muita gente confunde consumo consciente com não comprar nada, e não é isso! Como o próprio nome já diz é simplesmente comprar com consciência!

Quando a gente chega nas feiras a gente literalmente enlouquece, especialmente se for o primeiro filho!

Aos poucos a gente vai vendo que não é bem assim; que não dá pra agir no impulso, que metade do que a gente compra a gente não usa, que a gente ganha muita coisa, que bebê não fica de sapato, que eles começam a escolher as roupas depois de uma certa idade, que eles crescem muito rápido e perdem muita coisa, que criança se suja muito (ou deveria) …

Eu mudei muito meu consumo nesse tempo todo de feiras e obviamente ainda enlouqueço e me apaixono por muita coisa, mas com o tempo aprendi um pouquinho e vou dividir algumas dicas com vocês que funcionam pra mim:

  1. Antes de sair de casa dê uma olhada no armário dos pequenos para analisar o que eles estão precisando! Realmente se você chega numa feira totalmente sem foco, a chance de você gastar mais do que poderia/deveria é enorme!
  2. Quando chegar na feira, não saia comprando! Dê uma volta geral, olhe tudo que tem, analise todas as opções e depois você volta nas marcas que você se identificou!
  3. Nessa hora pós primeira voltinha, pode parar para um café: (sempre tem cafés e docinhos deliciosos nas feiras) pra respirar, fazer uma lista do que gostou e do que realmente está precisando. Ou do que gostou e não está precisando mas se apaixonou mesmo (acontece, ninguém é de ferro), e ver se cabe no seu orçamento! A maioria das feiras tem um guia super bacana onde você consegue marcar as marcas que gostou para não esquecer (mas eu gosto mesmo é de levar um bom e velho caderninho). Também vale pegar cartões das marcas que você curtiu, começar a seguir nas redes sociais ou anotar no notes do celular (o que funcionar melhor pra você).
  4. Feito tudo isso é hora de comprar o que você escolheu! Volte na marca e pense muito bem no tamanho, na estação do ano que será usada (as feiras normalmente apresentam as coleções da estação que ainda não começou, ou seja, as peças as vezes demorarão um pouco para serem usadas) e nas peças que você tem em casa e que combinam com sua peça eleita. Você olha pra peça e pensa: vou usar apenas uma vez? Se a resposta for sim, esqueça! Eu gosto de pensar em armário coordenado, onde as peças “conversam” entre si.
  5. Se você tiver chance de ir à feira mais do que um dia, faça isso! Você pode pensar com calma se quer ou não aquele item, olhar na sua casa as peças que combinariam com ele, ou ao contrário, voltar na feira e comprar correndo aquela peça que você não parou de pensar desde que saiu da feira!
  6. Quando falamos em crianças, conforto é fundamental. Não adianta comprar uma peça que a criança vai usar uma vez e se irritar, ou nem vai poder ser criança e brincar livre usando aquela peça…
  7. Fique de olho nas promoções! As feiras sempre tem uns baldes bacanas de promoções onde vale garimpar! Presentinhos, peças que ainda não servem mas são achados e logo vão servir….
  8. Pra mim existe um princípio fundamental nos dias de hoje, mas isso é muito pessoal… qual a energia que você sente vindo daquela marca? A marca produz em que condições? Que história a marca traz? Os funcionários são tratados de que forma? (é possível perceber isso as vezes nos stands)
  9. A roupa te transmite alegria? Vai trazer alegria para seu filho/filha? Você sorri quando olha para a peça?
  10. Não tenha preconceitos! Se permita olhar tudo e se apaixonar! (hoje vi uma moça perguntando em uma marca: é só pra menino? sem nem entrar na marca…) E nessa mesma marca eu comprei uma calça a princípio “de menina” que pulou nos meus olhos desde ontem e tenho certeza que vai ficar incrível no Lô! Não procure por gênero ou por cor,  procure por algo que fale com seu coração!

Love,

Gaby

*** Nas fotos mostro minhas escolhas na Bubble! Saí de casa na certeza de que só precisava de partes debaixo. Na primeira foto mostro minhas escolhas no primeiro dia de feira: a calça bordô de triângulos da Minimals, que pode ser usada comprida ou dobrada; a bermuda da Bleh Kids que é a cara do Lô e pode ser usada tanto agora no calor quanto no inverno com uma meia esticada; e a calça da It Babies saruel que também pode ser bermuda ou calça – já paquerava faz tempo – e comprei mais larginha pra usar bastante!!

Na segunda foto minhas escolhas de hoje: calça de Lua da Trend4tods que estava num balde de promoção; e a calça de estrelas da Pistol Star que eu paquerei desde ontem (fui embora pra casa e não parei de pensar nela, hoje voltei na certeza!). Tirei essas fotos pra mostrar pra vocês o meu pensamento de guarda roupa coordenado! Na hora em que comprei as peças imaginei rapidamente elas em 3 situações: com uma camiseta lisa bem básica (na hora pensei preta) e uma jaqueta jeans, com uma camisa jeans ou com alguma blusa estampada que Lô gosta muito, pensei nessa preta do Kiss. Não sei se dá pra perceber pelas fotos, mas qualquer calça e a bermuda combinam com qualquer uma dessas opções de parte de cima que postei! Ou seja, tenho diversas variações agora para usar com apenas algumas peças! Vou falar mais de guarda roupa coordenado em breve por aqui!

Todos os dias são nossos

Pensei muito sobre o que escrever no dia de hoje… dia da mulher!

Assim que comecei a pensar no assunto, me veio na cabeça rapidamente a imagem da minha avó materna: Helena, 87 anos. Trabalha até hoje como corretora de imóveis, ainda dirige (e corre!), gerencia uma casa, está sempre linda e com o cabelo impecável, é esposa, mãe, avó, bisa… entre outros tantos papéis que ela desempenha! E assim é com a maioria das mulheres: temos diversos papéis, diversas responsabilidades e damos conta de tudo!

Depois dela, me vieram uma série de outras mulheres na cabeça: minha mãe, minha irmã, mulheres que admiro, diversas amigas… e conforme fui pensando em cada uma delas, percebi o que todas tem em comum: muita força!

E aí comecei a pensar em mim e na minha própria força… não tenho como não mencionar a Maternidade aqui, afinal é o assunto central desse blog e a verdade é que eu nunca tinha tido noção da minha força e da minha coragem até me tornar mãe! Sem dúvida foi nesse momento que percebi do que eu era capaz, afinal quem é capaz de gerar vidas é capaz de qualquer coisa!

Quero deixar claro que não acho que apenas as mães são fortes, estou falando de mim e do momento em que eu percebi a minha força! Cada mulher sabe da sua força e em qual momento a reconheceu…. pode ter sido num trabalho, numa perda, numa decepção, numa superação, num sonho realizado, numa doença, numa alegria…

mas se você ainda não a reconheceu, olhe no espelho hoje e a reconheça! Acredite, você é muito forte! Somos muito fortes! Acredite no seu poder! Não perca mais nenhum dia achando que você não é capaz ou não pode alguma coisa, você pode tudo!

Infelizmente ainda não temos o reconhecimento que deveríamos, em muitas áreas – na Maternidade inclusive – mas se nós nos reconhecermos já é o primeiro passo!

E se continuarmos lutando pelos nossos direitos e pela igualdade, melhor ainda! E se conseguirmos passar isso para as próximas gerações, maravilhoso!

Se ame, se aceite, se respeite! Ame, aceite e respeite as mulheres, o próximo, seus filhos, a natureza, a vida!

Todos os dias são nossos, mas hoje é o dia de lembrarmos de nunca esquecer disso!

Love,

Gaby